“Dia dos Namorados. Acontece todos os anos, quer você queira ou não.” Esta é uma das frases usadas pela Warner para divulgar o filme Idas e Vindas do Amor. Infelizmente, isso é fato e a máxima utilizada também serve para os pobres espectadores de cinema. Todos os anos, há um filme como esse, queiramos nós ou não.
Já houveram alguns bons filmes-românticos-com-elenco-estelar-e-histórias-que-se-cruzam, como Simplesmente Amor e o divertido Ele Não Está Tão Afim de Você. Não é a regra. Idas e Vindas do Amor não passa de um primo pobre destes filmes.
Geralmente os filmes do estilo acontecem por ocasião de datas comemorativas, exigências de mercado. Acabam por resultar em produtos mal pensados, com o único propósito de arrecadar alto nas bilheterias. Este é o caso deste novo filme do diretor Garry Marshall (Uma Linda Mulher).

Cheio de situações inverossímeis e diálogos vergonhosos, o filme não consegue ser nem cômico, nem dramático, nem romântico. Um imenso vazio, uma tortura de mais de duas horas de duração.

No fim, o único são é o florista do elenco de apoio, que diz que “para alguns, o amor só existe se for proclamado diante de todos”. De preferência proclamado por galãs e mocinhas lindos, com seus corpos sarados e suas vidas perfeitas. Tão medíocre que a mensagem que tentam passar é a que vem por último: “não importa, o que todos querem dizer, afinal, resume-se a três palavras: vamos ficar nus”. Deprimente.

Crítica: Fred Burle






























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